sábado, 6 de novembro de 2010

Fortaleza Digital _ Dan Brown

Lançado em 1998, é o primeiro livro desse escritor e foi o único dele que eu li que tem como principal personagem uma mulher, e não uma mulher qualquer, que depende de um homem para ver a verdade que está em sua frente, mas sim uma mulher forte, determinada e acima de tudo: inteligente. Essa mulher é Susan Fletcher, melhor criptóloga da NSA e noiva de David Becker. Ajuda Strathmore na sua luta para inutilizar o Fortaleza Digital. O enredo é mais ou menos assim:

Ensei Tankado, um ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional , que jura vingar-se dos Estados Unidos, desenvolve um algoritmo de encriptação inquebrável, algo considerado impossível, que caso seja publicamente utilizado inutilizará o computador superpotente da NSA, TRANSLTR, na decodificação de mensagens. A este algoritmo dá o nome de Fortaleza Digital. Tankado conta com a ajuda de North Dakota, pessoa responsável por tornar o Fortaleza Digital público caso Tankado morre sem cumprir seu objetivo. Tankado sofre uma morte misteriosa, supostamente causada por um ataque cardiaco. Antes de morrer, Tankado tenta chamar a atenção das muitas pessoas que passavam ao seu redor numa praça publica da Espanha para o anel que trazia na sua mão esquerda, anel esse que seria a chave do Fortaleza Digital.Trevor Strathmore, vice-director da NSA, convida David Becker para ir a Espanha em busca do anel e juntamente com a criptóloga Susan Fletcher, noiva de Becker, tenta evitar a disseminação do Fortaleza Digital. Sem saber em quem confiar Susan e David, separados, tentam encontrar a solução para evitar o que poderia ser o maior desastre da História da Segurança de Informações norte-americana.

Tenho que admitir que foi um dos livros mais intensos que já li, se igualou somente ao “Anjos e Demônios”, do mesmo autor. Recomendo! Abraços!

Percy Jackson e os Olimpianos (Livro 1) _ Rick Riordan


Nada melhor que a boa e velha "leitura novela"!! Sabe aqueles livros que são usados para substituir malhação, novelas do horário das 18 e revistas de moda e comportamento? Esse é um bom exemplo! Eu não tenho absolutamente nada contra! è bem divertido, tem falas e personagens engraçados, e possui uma coisa de muito interessante: faz alusões, a todo tempo a deuses gregos, o que eu, particularmente, achei bem legal. Na verdade, é a única coisa de instrutivo que esse livro possui. Bem, mas vamos a história, afinal, é para isso que vocês estão lendo!
Percy é um menino comum, filho de pais separados (depois descobrimos que seu pai era um deus grego), que foi diagnosticado com dislexia e déficit de atenção. Em meio a um colégio para crianças problemáticas, no qual ele não vê nada de interessante, Percy parece ser mais um na multidão. Em um de seus passeios escolares ,na excursão para o Metropolitan Museum of Art, ele manipula a água e faz uma cleptomaníaca ruiva e sardenta chamada Nancy Bobofit que estava o irritando e implicando com o seu melhor amigo, Grover ficar encharcada. A professora de iniçiação á álgebra, conhecida como sra. Dodds, o leva para dentro do museu enquanto todos estão lá fora. A professora se transforma em uma das fúrias de Hades (Deus dos Mortos)também conhecidas como benevolentes e tenta o matar. Para sua surpresa, o seu professor paraplégico o ajuda jogando uma caneta que se transforma em espada (Anaklusmos ou Contracorrente) para Percy, que consegue matar a professora. Uma noite, ele escuta seu melhor amigo, Grover (um sátiro), conversando com Quíron, seu professor. Depois de sonhos com uma águia na praia brigando com um cavalo, sua mãe lhe manda para o Acampamento Meio-Sangue, um acampamento para outras crianças com um(a) pai/mae deus(a) grego(a).
Já dá para perceber que o livro tem um “Q” de Harry Potter com Hércules. Mas estou lendo e está sendo um bom passa-tempo. E vocês, já leram? O que acharam?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Revolta com a perversidade.


Sei que este blog se trata de um meio de informação sobre leitura, mas existem alguns fatos que eu, como pessoa, não posso deixar de olhar, perceber e estremecer. As vezes me pergunto até onde vai a perversidade humana. Ontem eu vi, pela primeira vez, o vídeo da menina jogando os cães no rio e aquela imagem vai me perseguir por muito tempo. Espero que ela saiba que tudo que fazemos ao mundo volta para nós mesmos multiplicado por três, e espero também que os pais dessa menina sejam multados, presos e principalmente, reconhecidos na rua como os educadores de uma criminosa. Deixo aqui minha manifestação de revolta. Obrigado pela atenção.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Janey Wicox, Alpinista Social _ Candace Bushnell

Me desculpem os fans de Bushnel, mas esse livro pra mim foi o fim da picada, na verdade estou até meio envergonhada de coloca-lo aqui, mas é melhor preveni-los! A história fala de uma modelo (Janey), que é recém contratada para ser garota propaganda da Vitoria's Secret, ela é uma mulher bonita, jovem e sensual, que poderia ser independente e talvez uma personagem forte e determinada, mas ela (ao contrario de Carrie, personagem da mesma autora) é totalmente dependente de homens, de sua aprovação, não usa sua inteligência para nada de bom ou construtivo, ela não é heroína, nem anti-heroína, ela é uma idiota e usa sexo como uma arma. Com ambições pequenas, mentes pequenas em um mundo totalmente deturpado este livro é , desculpem-me a palavra, um lixo. Puro desperdício de papel!! Fico por aqui, desaconselhando esse fracasso. Abraço.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

As Duas Vidas de Audrey Rose _ Frank de Fellita

O livro é ambientado em Nova York, na segunda metade dos anos 70. E discute abertamente a questão da reencarnação. Há basicamente dois núcleos no livro. Os Templetons e Hoover.
O último perde a mulher e filha, Audrey Rose, em um acidente automobilístico. Procurando conforto espiritual e entendimento Hoover vai para a Índia e se familiariza com a cultura e religião indiana, mas essa parte da história somente nos é contada no meio do livro.
O início já se dá com a busca de Hoover pela filha dos Templenton, Ivy, uma menina de dez anos, que Hoover acredita receber o espírito de sua falecida filha. Ivy sofre desde pequena de ataques psicóticos.
Com o aparecimento de Hoover os ataques ficam mais violentos.
Ele tenta diversas aproximações e provoca uma desestrutura na família Templeton. Até essa parte o livro fica no campo da reencarnação. Mas o Sr. Hoover tenta sequestrar Ivy em uma de suas crises psicóticas. Neste momento o livro se volta para o campo jurídico e nos leva a tentativa de comprovar a reencarnação e livrar Hoover da prisão. O interessante do livro é que ele acaba nos deixando cheio de dúvidas sobre o assunto, quando lemos, recebemos opiniões diversas das personagens, o que nos faz questionar ainda mais se a menina está possuída ou é simplesmente doente. Uma leitura instigante. Vale a pena dar uma olhada! Abraços e volto com mais logo logo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Vingança da Mulher de Meia Idade _ Elizabeth Buchan

Para quem está a procura de uma diversão pacata este livro pode ser uma boa companhia. Apesar do título, que parece voltar o livro para um público mais velho, eu dei boas gargalhadas com a história de Rose, uma mulher independente, decidida, com dois filhos criados, um jardim que ela adora, um marido que ela ama e uma casa, que apesar de não ser o que ela sonhava, é seu canto e onde ela sonha todas as noites.
Tudo está muito bem, até ela descobrir que seu marido tem uma amante e que esta é sua secretária. O mundo então se abre a seus pés, em meio a prantos, risadas e amigas ela consegue se por de pé novamente. Uma boa leitura, muito engraçadinha e divertida. Volto mais tarde!
Abraço

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ensaio sobre a Cegueira _ Saramago


"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." Essas foram as palavras de Saramago sobre este grande livro. Tenho que admitir que somente o li depois de ver o filme, e após lê-lo fiquei imaginando como um homem pode criar um texto tão complexo em sua totalidade e mesmo assim tão simples de ser entendido, pensar e retratar a alma humana não é mesmo uma dificuldade para este autor. Este foi o primeiro livro que li de Saramago e este superou todas as minhas expectativas. Este livro faz uma intensa crítica aos valores da sociedade, e ao que acontece quando um dos sentidos vitais falta à população e percebemos então que, apesar de toda a nossa concepção de civilização, somos apenas animais, claro, que a sociedade em que vivemos controla isso em nós, mas e se esta sociedade não existisse mais como conhecemos? Seria então impossível controlar esse lado bestial humano?
A tragetória começa num único homem, durante a sua rotina habitual. Quando está sentado no semáforo, este homem tem um ataque de cegueira, e é aí, com as pessoas que correm em seu socorro que uma cadeia sucessiva de cegueira se forma… Uma cegueira, branca, como um mar de leite e jamais conhecida, alastra-se rapidamente em forma de epidemia. O governo decide agir, e as pessoas infectadas são colocadas em uma quarentena com recursos limitados que irá desvendar aos poucos as características primitivas do ser humano. A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo e depressa o mundo se torna cego, onde apenas uma mulher, misteriosa e secretamente manterá a sua visão, enfrentando todos os horrores que serão causados, presenciando visualmente todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediência, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjugados. Nesta quarentena esses sentimentos se irão desenvolver sob diversas formas: lutas entre grupos pela pouca comida disponibilizada, compaixão pelos doentes e os mais necessitados, como idosos ou crianças, embaraço por atitudes que antes nunca seriam cometidas, atos de violência e abuso sexual, mortes,…
É interessante pensar como todo o enredo se dá a partir da "visão" dessa única mulher, que não é afetada pela doença. Saramago trabalha magistralmente com nossas emoções. Eu gostei muito. Espero que você goste também. Volto com mais depois. Abraços!