quarta-feira, 28 de julho de 2010

Janey Wicox, Alpinista Social _ Candace Bushnell

Me desculpem os fans de Bushnel, mas esse livro pra mim foi o fim da picada, na verdade estou até meio envergonhada de coloca-lo aqui, mas é melhor preveni-los! A história fala de uma modelo (Janey), que é recém contratada para ser garota propaganda da Vitoria's Secret, ela é uma mulher bonita, jovem e sensual, que poderia ser independente e talvez uma personagem forte e determinada, mas ela (ao contrario de Carrie, personagem da mesma autora) é totalmente dependente de homens, de sua aprovação, não usa sua inteligência para nada de bom ou construtivo, ela não é heroína, nem anti-heroína, ela é uma idiota e usa sexo como uma arma. Com ambições pequenas, mentes pequenas em um mundo totalmente deturpado este livro é , desculpem-me a palavra, um lixo. Puro desperdício de papel!! Fico por aqui, desaconselhando esse fracasso. Abraço.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

As Duas Vidas de Audrey Rose _ Frank de Fellita

O livro é ambientado em Nova York, na segunda metade dos anos 70. E discute abertamente a questão da reencarnação. Há basicamente dois núcleos no livro. Os Templetons e Hoover.
O último perde a mulher e filha, Audrey Rose, em um acidente automobilístico. Procurando conforto espiritual e entendimento Hoover vai para a Índia e se familiariza com a cultura e religião indiana, mas essa parte da história somente nos é contada no meio do livro.
O início já se dá com a busca de Hoover pela filha dos Templenton, Ivy, uma menina de dez anos, que Hoover acredita receber o espírito de sua falecida filha. Ivy sofre desde pequena de ataques psicóticos.
Com o aparecimento de Hoover os ataques ficam mais violentos.
Ele tenta diversas aproximações e provoca uma desestrutura na família Templeton. Até essa parte o livro fica no campo da reencarnação. Mas o Sr. Hoover tenta sequestrar Ivy em uma de suas crises psicóticas. Neste momento o livro se volta para o campo jurídico e nos leva a tentativa de comprovar a reencarnação e livrar Hoover da prisão. O interessante do livro é que ele acaba nos deixando cheio de dúvidas sobre o assunto, quando lemos, recebemos opiniões diversas das personagens, o que nos faz questionar ainda mais se a menina está possuída ou é simplesmente doente. Uma leitura instigante. Vale a pena dar uma olhada! Abraços e volto com mais logo logo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Vingança da Mulher de Meia Idade _ Elizabeth Buchan

Para quem está a procura de uma diversão pacata este livro pode ser uma boa companhia. Apesar do título, que parece voltar o livro para um público mais velho, eu dei boas gargalhadas com a história de Rose, uma mulher independente, decidida, com dois filhos criados, um jardim que ela adora, um marido que ela ama e uma casa, que apesar de não ser o que ela sonhava, é seu canto e onde ela sonha todas as noites.
Tudo está muito bem, até ela descobrir que seu marido tem uma amante e que esta é sua secretária. O mundo então se abre a seus pés, em meio a prantos, risadas e amigas ela consegue se por de pé novamente. Uma boa leitura, muito engraçadinha e divertida. Volto mais tarde!
Abraço

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ensaio sobre a Cegueira _ Saramago


"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." Essas foram as palavras de Saramago sobre este grande livro. Tenho que admitir que somente o li depois de ver o filme, e após lê-lo fiquei imaginando como um homem pode criar um texto tão complexo em sua totalidade e mesmo assim tão simples de ser entendido, pensar e retratar a alma humana não é mesmo uma dificuldade para este autor. Este foi o primeiro livro que li de Saramago e este superou todas as minhas expectativas. Este livro faz uma intensa crítica aos valores da sociedade, e ao que acontece quando um dos sentidos vitais falta à população e percebemos então que, apesar de toda a nossa concepção de civilização, somos apenas animais, claro, que a sociedade em que vivemos controla isso em nós, mas e se esta sociedade não existisse mais como conhecemos? Seria então impossível controlar esse lado bestial humano?
A tragetória começa num único homem, durante a sua rotina habitual. Quando está sentado no semáforo, este homem tem um ataque de cegueira, e é aí, com as pessoas que correm em seu socorro que uma cadeia sucessiva de cegueira se forma… Uma cegueira, branca, como um mar de leite e jamais conhecida, alastra-se rapidamente em forma de epidemia. O governo decide agir, e as pessoas infectadas são colocadas em uma quarentena com recursos limitados que irá desvendar aos poucos as características primitivas do ser humano. A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo e depressa o mundo se torna cego, onde apenas uma mulher, misteriosa e secretamente manterá a sua visão, enfrentando todos os horrores que serão causados, presenciando visualmente todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediência, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjugados. Nesta quarentena esses sentimentos se irão desenvolver sob diversas formas: lutas entre grupos pela pouca comida disponibilizada, compaixão pelos doentes e os mais necessitados, como idosos ou crianças, embaraço por atitudes que antes nunca seriam cometidas, atos de violência e abuso sexual, mortes,…
É interessante pensar como todo o enredo se dá a partir da "visão" dessa única mulher, que não é afetada pela doença. Saramago trabalha magistralmente com nossas emoções. Eu gostei muito. Espero que você goste também. Volto com mais depois. Abraços!

sábado, 22 de maio de 2010

As Virgens Suicídas _ Jeffrey Eugenides



O livro começa e se estende por uma trama muitíssimo interessante, onde um grupo de irmãs começa a se suicidar gradativamente. O autor nos mostra o sofrimento da família e as diversas maneiras como os componentes desta lhe davam com as perdas e dores. Ao contrário de um triller de mistério esse livro não tem solução óbvia, não há uma razão pela qual as meninas se matam, não há uma dor visível nas letras, há sim um sentimento marcante por trás de tudo que este grupo de personagens passaram. Uma das coisas mais interessante deste pequeno livrinho é que os contadores da história são os vizinhos das meninas o que nos dá uma visão meio que fofoqueira da história. É um livro super interessante, para ser lido mais de uma vez, que entende a alma humana de uma maneira diferente, que admite que não há razões óbvias para nada, ou pelo menos não tão óbvias quanto achamos que é. Volto com mais depois. Beijokas!

domingo, 28 de março de 2010

A SENHORA DO JOGO _ Sidney Sheldon e Tilly Bagshare


No seu bestseller mundial O REVERSO DA MEDALHA, publicado em 2003 Sheldon conta a história de várias gerações da família Blackwell, que ergueu seu império com os diamantes da África do Sul, chegando até a personagem principal, Kate Blackwell, que tem algumas características de mulheres de outros romances de Sidney Sheldon, ela é forte, dominadora, manipuladora, linda e utiliza de todas as suas armas, inclusive sexuais para atingir seus objetivos. A história começa em Dark Harbor, no Maine, uma colônia de super-ricos, e se desloca para os campos de diamantes da África do Sul, as ruas boêmias de Paris, as mansões imponentes da Inglaterra, as salas de reuniões e as alcovas da América, onde se realizam as transações que representam milhões e milhões de dólares. É verdade que em alguns pontos o autor deixa a desejar em sua narrativa, mas não deixa de ser um livro eletrizante, com “cenas” de ação extremamente excitantes e “cenas” de sexo mais excitantes ainda. Em A SENHORA DO JOGO ,a continuação da trajetória desta amoral família não deixa a desejar, com a morte de Kate, o império fica sem um comandante, e os descendentes das gemeas Alexandra e Eve farão de tudo para serem os novos senhores do jogo. As personagens são marcantes, o texto conciso, com capítulos curtos que fazem a estória correr de modo ágil por anos a fio. Para quem teve o prazer de ler “O Reverso da Medalha” e gostar, este livro cairá nas graças de suas noites, pois,se for como no meu caso,depois que você começar a ler ficará difícil largar

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O SILMARILLION _ J.R.R. Tolkien

Há muito tempo atrás ao acabar de ler "O Senhor dos Anéis" me senti órfão do mundo que o genial Tolkien criou (toda vez que vejo sua foto me pergunto o que teria naquele cachimbo!). Até por isso não concordo com a opinião da autora deste blog em relação ao livro de Tolkien. Todos os personagens, mesmo que só existam em um capítulo, como Tom Bombadil que inclusive foi excluído do filme, fazem parte de toda fantasia do mundo de Tolkien. Desnecessário para um filme? Sim, talvez. Mas para um livro não. Enfim, a crítica é sobre "O Silmarillion". Em "O Silmarillion" mais uma vez entramos no mundo de Senhor dos Anéis, só que dessa vez é a origem, o início de tudo, como o nosso big bang ou a Criação (tome como quiser) até chegar ao que já conhecemos, se você já leu Senhor dos Anéis, claro. Se "O Senhor dos Anéis" já era detalhista, "O Silmarillion" é ainda mais. Só pra citar, ao final do livro são 50 páginas de glossário!!! Os personagens, assim como os lugares, possuem um nome em cada idioma, que são vários, e isso torna a leitura um pouco cansativa. Talvez por não ter sido organizado para publicação por Tolkien (falecido antes da publicação) a maioria dos fatos não segue uma ordem cronológica. São diversos contos e lendas que enredam toda a estória, que no final, se você prestou bastante atenção à leitura e tem boa memória, se entrelaçarão dando sentido a sua presença no livro. Resumindo, foi cansativo mas foi bom! Também não poderia deixar de acrescentar a ótima charge feita por João Montanaro sobre a complicada forma de falar de alguém do mundo Tolkien:




( Uma participação de Tárcio Triani. Esperamos te ver mais por aqui!)